Futebol
Publicada em
13/12/2013 às 11h43

Campeão em 2010, Flu não perdeu título por escalar jogador irregular

Naquele ano, Tartá jogou sem condições na 35ª porque já havia recebido dois cartões amarelos quando jogava no Atlético-PR

Redação iBahia (esportes@portalibahia.com.br)

Em 2010, o Fluminense sagrou-se campeão brasileiro, mas não sem antes uma polêmica. Naquele ano, o time usou o jogador Tartá de maneira irregular, mas foi absolvido no STJD. Antes, o meia havia recebido dois cartões amarelos quando ainda defendia o Atlético-PR. Após tomar outro amarelo quando já defendia o Flu, ele deveria ficar de fora do jogo contra o Goiás pela 35ª rodada, mas jogou.

Se o time carioca fosse punido com a pera de pontos, deixaria o título para o Cruzeiro, que terminou como vice-campeão. O caso, no entanto, nem foi o julgamento. Procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt defendeu a permanência do resultado conquistado em campo. "Não acredito que haja condição moral, disciplinar. Pode ter técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo, da forma como foi, agora, abrindo um precedente...", disse ele.

Hoje, em meio a discussão do jogador irregular da Portuguesa, que pode ser rebaixada no STJD e salvar o Flu da queda, o procurador-geral adotou outro discurso. "Se clubes não puderem perder pontos quando culpados, passa a ideia de que se faz julgamento político, e não técnico. Se houver interesses clubísticos em julgamentos e as normas não forem aplicadas de acordo com o Direito, é a falência das nossas instituições". A Portuguesa será julgada na próxima segunda-feira, no STJD.

Através da sua página no Facebook, Paulo Schmitt justificou as suas declarações em 2010 e as deste ano

"Amigos, e a quem interessar possa!

Existem várias inverdades circulando na WEB, assim como o caso do atleta do Oeste que a ESPN de forma irresponsável veiculou como sendo igual da Portuguesa e ele jogou albergado pelo efeito suspensivo, sendo inclusive diminuída sua pena de 2 para 1 partida no Pleno. Quanto ao vídeo que circula sobre minha declaração em referência ao atleta Tartá do Fluminense em 2010, trata-se de uma fala descontextualizada, mais se assemelhando a algo montado ridículo. E sobre minha fala na defesa do critério técnico e resultado de campo, como fica? Lógico que deve prevalecer resultado de campo que, vale registrar, tbem é obtido com o cumprimento de penas, doa a quem doer e em qq fase da competição. O jogador em referência, do Fluminense (Tartá) coincidentemente, à época foi julgado, punido pelo tribunal e não cumpriu, como no caso da Portuguesa em 2013? Não e não! E como ficam dezenas de atletas nesse campeonato que desfalcaram suas equipes apenas pelo fato de terem cumprido a lei e suas penalidades? Apenas Flamengo e Portuguesa não cumpriram na série A desse ano lembre-se. Lamentável. Isso é que é critério técnico que qq um deveria defender. Cumprir sua pena. Ah mas a Portuguesa não precisa, afinal ela vai salvar o Fluminense! Sejam os críticos mais criativos, por favor... Não é assim que vão convencer quem julga, pois eu não julgo!!!

Paulo Marcos Schmitt

Procurador-Geral / General Prosecuter

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA DO FUTEBOL - STJD

Superior Court of Sports Soccer"

 


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